sexta-feira, 16 de abril de 2010

GRANDE ESCLARECIMENTO:

Você sabe a diferença entre Psicologia, Psiquiatria, Neurologia, Psicanálise?
É bastante comum até para pessoas com informação e escolaridade alta entender a diferença entre esses campos de saber que muitas vezes se interligam mas que tem estruturas de trabalho e de formação profissional distinta. Porém isso me parece de fundamental pois muitas vezes na procura de uma ajuda para um problema psicológico ainda acontece muita desinformação e preconceito. É bem verdade, que são pouquissimos os serviços públicos e gratuitos de atendimento psicológico e ainda existe uma idéia errônea que quem procura o psicólogo ganha o estigma de "maluco".

A Psicologia é uma ciência do final do séc XVIII que veio da Filosofia, e surge na Europa logo em paralelo a Revolução Industrial e após a Revolução Francesa, onde aparece a idéia de individuo e de sujeito autónomo, independente e urbano. É um campo de pesquisa e também de aplicação prática em diversas linhas de abordagem sobre maneiras de se tratar o mal-estar psicológico individual no grupo social do sujeito. Dentro do campo da psicologia existem várias áreas de atuação: Clínica, Escolar, Institucional, Hospitalar, Social entre outras....Dentro do campo da saúde, está ligada a Saúde Mental bem como a cem número de abordagens teóricas e clínicas que com seus autores vão tentando traçar leituras sobre o comportamento humano e a estrutura de funcionamento subjetivo e mental dos indivíduos em seus grupos sociais. Em alguns casos o curso de psicologia faz parte do grupo das ciências humanas, em outros está mais relacionado ao campo das ciências biológicas, mas em ambos os casos se destina a estudar como o ser humano funciona do pondo de vista do individuo em relação ao seu meio cultural e familiar. A terapia visa uma mudança de um comportamento que produz um mal-estar ou desconforto no indivíduo em relação ao seu contexto de vida. Um dado importante, o psicólogo não é um MÉDICO. Por tanto, não cabe a ele prescrever medicamentos bem como avaliar sua eficácia.

Já o Psiquiatra ele é um médico. Tem formação médica e normalmente atua na área especifica de saúde mental. Pode atuar em conjunto com o Psicólogo e outros profissionais e até mesmo exercer certas atividades que o psicólogo também faz, porém ele é o único que pode prescrever drogas psicoativas.

Já o Neurologista vai atuar mais na parte fisiológica de funcionamento do cérebro. Ele investiga as causas e consequências que lesões, funcionamentos inadequados, químicas e biológicas da parte física do Sistema Nervoso Central e sua repercussão em todas as partes do corpo.

Por último, o psicanalista é alguém que tem como referencia teórica a obra de Sigmund Freud. Um psicanalista pode ser psicólogo, psiquiatra e até mesmo um leigo que tenha a formação específica exigida pela área da psicanálise, deve estar em terapia como pressuposto teórico e não precisa ter formação nem de médico nem de psicólogo.

Espero ter contribuído para esclarecer alguma dúvida sobre esses campos...quem quiser perguntar mais é só deixar um comentário ou entrar em contato pelo email: luciana_tenorio@hotmail.com.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Toda tragédia gera reflexão

Estamos vivendo um ano de grandes tragédias ambientais e humanas. Do terremoto no Haiti e no Chile as chuvas desta semana no Rio de Janeiro o que podemos refletir? Todos são abalados por isso....tragédias, guerras, fome... a força da natureza ditando regras além da pura reflexão humana racional. Nos deparamos com a fragilidade da vida, com a impotencia, com a perda, dor e luto. Muitos acreditam em profecias mediunicas e outros atribuem isso a castigo de Deus enfim...existem várias maneiras de se passar por esse tipo de evento. Sobreviver as vezes parece tão dificil.... e aonde podemos encontrar uma luz de esperança e de superação diante de tantos fatos tão fortes. Mas a vida continua e com coisas muito boas ainda nos animam a persistir e seguir em frente. O que nos resta é prestar solidariedade e tentar ajudar pessoas que precisam objetivando diminuir a dor e angustia de quem perdeu entes queridos e tudo que juntou ao longo de uma vida de muito trabalho e esforço.

Viva intensamente...isso é a melhor coisa.. cada dia e cada momento com amor e paz. Se a angustia for grande e a dor psicologica intensa....PROCURE UM PSICOLOGO ele pode ajudar.

Luciana Tenorio

domingo, 4 de abril de 2010

Cada um é único e exclusivo

A beleza da vida é saber que cada ser vivo existente é único e exclusivo, bem como cada momento e cada ideia parte de um individuo. O grande dilema humano é essa relação entre ser individual e único e ao mesmo tempo, necessariamente, pertencente influenciando e sendo influenciado pelo meio social a sua volta.
Mente e corpo não existem dissociados um do outro, ou seja, tudo aquilo que afeta o corpo provoca necessariamente sensações e emoções e vice e versa...
É claro que existem casos em que o corpo físico continua a funcionar apesar de não existir mais o funcionamento perfeito do cérebro...nossa morte, antes de mais nada, é cerebral do que corporal.
Percebemos o mundo através dos sentidos....VISÃO - AUDIÇÃO - OLFATO - PALADAR E CINESTESIA(TATO - EQUILÍBRIO). Os órgãos sensoriais são apenas canais de comunicação do mundo externo para o interno e vice-versa. São equipamentos inclusive limitados e se observamos, muitas vezes precisamos de equipamentos especiais como óculos, lunetas, microscópios, amplificadores de sons para melhorar nossa captação de informações externas ao corpo.
É a partir dessa percepção que o acumulo das experiências culturais e sensoriais vai construindo nossa forma de se relacionar com outros seres que também passam por esses processos perceptivos simultaneamente.
O que torna tudo tão lindo, complexo e simples ao mesmo tempo é que....apesar de todos perceberem o mundo, de alguma maneira ninguém faz isso igualzinho...cada um tem sua visão e sua forma de processar informações diferentes criando uma diversidade criativa que é a principal marca da humanidade. Isso as vezes é fonte de atritos e conflitos, porem também contribui para a ideia social de grupo e de coletividade, que muitas vezes transcende as vontades do indivíduo.
Nos tempos atuais nunca se foi tão individual e ao mesmo tempo globalizado. Participamos mais de que nunca através da expansão dos meios de comunicação de todos os problemas do planeta e no entanto, nunca reivindicamos tanto o respeito ao momento unico de nossa existencia com o objetivo de viver o melhor possível dentro de nossa pequena existencia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Psicologia e Doenças Crônicas

HIPERTENSÃO NO DIABETES


Para quem já sofre com o diabetes, desenvolver um quadro hipertensivo é algo ainda mais preocupante. Se a rotina de vida de uma pessoa com quadro de diabetes tipo 1 e 2 já é complicado que dirá também com um quadro hipertensivo. Com a rotina moderna da vida estressada, se não forem controlados e bem-cuidados, as consequências de um pico hipertensivo ou de uma glicose descompensada podem ser fatais ou deixar sequelas, as vezes até irreversiveis na vida de um paciente. É claro que existem fatores que podem estar por tras destas doenças que são alheios ao paciente. Mas...aqueles que podem ser modificados pelo próprio paciente sozinho ou com a ajuda de terceiros ajudam as vezes a minimizar estes quadros.

Um paciente hipertenso ou que tenha diabetes bem cuidado pode levar anos e anos de uma vida saudável, feliz e normal. Mas aquele que não se cuida, está jogando com a sorte com algo muito caro, que é a própria vida. O bem estar psicologico é um aliado muito importante neste cuidado. Se for negligenciado, tornará o tratamento destes quadros ainda mais dolorosos e possivelmente irão evoluir para uma situação ainda mais dolorosa e infeliz diante dos desafios a serem enfrentados. Porém, os beneficios de quem se trata são tantos que quem consegue fazer essa mudança tem uma chance muito maior de ter uma vida com melhor qualidade possível.

A primeira vista, uma notícia de um quadro crônico de doença nos choca. Nos deixa com a sensação que estamos perdendo... porém, quando o resultado de qualidade de vida aparece em contraste com o periodo em que não havia cuidado não tem preço e da uma recompensa ao esforço desenvolvido.

VOCÊ É FRUTO DE SUAS ESCOLHAS. NÃO É POSSIVEL MUDAR O PASSADO MAS É POSSIVEL MUDAR HOJE PARA TER UM FUTURO MELHOR.

Definição e Prevalência

A definição de hipertensão na população em geral corresponde a níveis de pressão arterial sistólica > 140 mm de Hg ou diastólica > 90 mm de Hg. No entanto, estes níveis são considerados excessivos para os pacientes diabéticos. Estudos epidemiológicos demonstraram haver um benefício contínuo na diminuição de eventos cardiovasculares pela redução dos níveis tencionais a valores menores do que 130/80 mm de Hg. O diagnóstico de hipertensão arterial deve ser confirmado pelo menos duas vezes, com intervalo de uma semana.

Hipertensão arterial ocorre em cerca de 50% dos pacientes com diabetes do tipo 2 de uma maneira geral. Esta proporção aumenta em pacientes com comprometimento da função renal: 60% a 70% dos microalbuminúricos e 90% dos proteinúricos.

Importância do controle

A presença de hipertensão em pacientes diabéticos aumenta o risco de doença cardiovascular, doença renal e retinopatia diabética. Estima-se que a hipertensão arterial em pacientes diabéticos esteja relacionada ao desenvolvimento de 75% das complicações crônicas.

ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO

· Modificação no estilo de vida

· Redução do peso corporal

· Redução da ingestão de sódio(sal)

· Realização regular de exercício físico

· Diminuição do consumo de álcool

· Suspensão do hábito de fumar

· Combate a depressão e outros distúrbios psicológicos como a ansiedade

· Diminuição do estresse e melhor equilíbrio emocional.

· Manter sempre o controle e comparecer as consultas regulares, bem como, respeitar a prescrição médica quando necessária, nunca fazendo uso de auto-medicação.

· PARTICIPAR DAS ATIVIDADES DO GRUPO PARA TROCAR EXPERIÊNCIAS SOBRE ESTRATÉGIAS DE CUIDADOS, ENTENDENDO QUE MESMO NÃO TENDO CURA, ESSES QUADROS SE BEM MONITORADOS AJUDAM A PRODUZIR UMA BOA QUALIDADE DE VIDA.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Cuide de seu bem estar psicológico

Muitas vezes, a última ajuda que uma pessoa procura quando está agoniada é a de um psicólogo. A Psicologia é uma ciência nova que começou suas atividades entre 1760 e 1800, oriúnda da filosofia e com diferentes abordagens de um mesmo problema: como se viver num ambiente social e se comportar diante dos desafios que ocorrem no relacionamento entre o individuo e seu meio cultural, familiar, ao mesmo tempo se relacionando com outros seres humanos.

Ser racional e ao mesmo tempo lidar com as emoções no dia a dia, não é uma tarefa fácil. Diante de uma situação de adoecimento físico ou de uma perda de alguém querido ou mesmo de uma ansiedade, uma angústia e uma depressão que parece infinita, é muitas vezes o momento onde se percebe mais o desequilíbrio emocional. Aparecem então, sem número de fórmulas mágicas de como ser feliz o que contribui para as vezes piorar um quadro de mal-estar psicologico que não foi tratado de forma adequada.

Nesse caso, muitas vezes, o último recurso a ser buscado é o da terapia com psicólogos. Isso se dá por diferentes motivos. O primeiro deles: preconceito.


Muitas pessoas ainda acreditam que buscar uma ajuda psicológica é ser rotulado de louco. Ainda se faz muita confusão sobre a atuação do profissional/psicólogo. Existem sem número de abordagens, linhas de atuação, propostas terapêuticas das mais variadas e no geral a população sabe muito pouco disso. Ainda por cima, assumir que não está bem e que o principal agente desse mal-estar é uma dor da alma,emocional, sentimental, produzida na mente, parece "frescura".
É, no entanto, num momento de grande estresse que acontece muitas vezes um enfarte ou um AVC. É num momento de um luto que fica evidente e pode aparecer um desânimo, um consumo compulsivo de alimentos, uma embriaguez compulsiva um desejo de isolamento e mesmo uma falta de motivação para a vida.

O segundo motivo da demora em busca da terapia é: financeiro. A terapia, em geral, é um procedimento caro e muitas vezes, sem previsão de término. Tem um custo elevado e muitas vezes o acesso a ela depende de contatos pessoais não custeado pelos planos de saúde. Por mais que hoje já exista alguma cobertura que inclui o atendimento psicológico, todos sabem que é limitado e visto com ressalvas. As universidades disponibilizem atendimento em seus Serviços de Psicologia Aplicada, mas isso é bastante limitado. E na rede pública de saúde o atendimento de psicólogos ou está ligada a rede hospitalar de forma bastante resumida, pois são poucos os profissionais contratados para dar conta de uma demanda imensa . Ou está em sua maioria mais voltado para casos graves, em auxilio ao trabalho da psiquiatria e da saúde mental mais complexa, tais como, psicóticos e neuróticos graves, dependentes químicos e que exigem uma equipo multidisciplinar. Nesse sentido, os caso de baixa complexidade, que são a maioria, ficam sem atendimento adequado.

Nunca se precisou tanto da atuação de psicólogos. O mundo cada vez mais em sua complexidade, vai precisar desses profissionais pois, quanto mais pessoas convivêndo num espaço urbano mais a probabilidade de acontecerem conflitos de gerações e familiares, agressividade, impaciência, intoleração e sentimentos de baixa alto estima e de insatisfação pessoal.
Ouvimos psicólogos diante de atos incompreensiveis, de atitudes inapropriadas, oorém, na vida cotidiana nos grandes centros urbanos com grande concentração de indivíduos de costumes, famílias, religiões, interesses culturais diferentes cada vez mais vai se fazer necessário valorizar este profissional que muitas vezes é mal remunerado e escasso.
Por isso, recomendo, ao menor sinal de ansiedade, angústia e depressão, PROCURE UM PSICÓLOGO. O psicólogo não é um mágico, nem feiticeiro, nem curandeiro.... mas ele tem uma escuta para os problemas da alma que é sua especialidade e que ajuda a própria pessoa a descobrir o seu caminho para se sentir melhor.
Há outras atividades que são terapêuticas que não são terapia.A prática de esportes, de atividades ligadas à arte __ seja executando ou simplesmente contemplando__ viagens e lazer, ajudam a equilibrar o processo de elaboração mental dos problemas e aliviando tensões e estresse. Mas o psicólogo cria ao seu paciente um espaço seu. De reflexão sobre sua vida e sobre suas relações com o outro. O que muitas vezes ajuda a transformar aquilo que emocionalmente não está legal.



Deixe sua opinião. Você já fez terapia? Conte sua experiência aqui com seus comentários.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “o estado de completo bem-estar físico, mental e social” e não meramente a ausência de doença. Ao ampliar esta visão, dissociada do modelo exclusivamente médico para entender que o sujeito está inserido em um contexto, que o determina e é determinado por ele, está falando também de cultura, meio-ambiente e vida social. O estilo de vida precisa ser levado em conta para que se entenda o sujeito como um todo e não fragmentado em especialidades. Quando alguém adoece não é apenas o foco específico da doença que está atuando sobre ele, mas todas as questões psicossociais que ao mesmo tempo estão interagindo nesse momento da sua vida.

A tradição oral, ou seja, a forma de estabelecer comunicação via palavra

dita, seja em que meio for é o objeto de observação deste ensaio. A intenção é pensar como a tradição oral interage com o conceito de saúde definido pela OMS.

Ao nascer uma pessoa está necessariamente conectada ao mundo, a outras pessoas. O ser humano não se desenvolve ou sobrevive sem a influência cultural. Ele já nasce com uma história desde o momento em que é fecundado. Alguns têm essa história ainda mais ampliada, como é o caso das crianças amplamente desejadas e planejadas para nascer. Em algumas culturas existem crianças que antes de serem geradas já estão prometidas em casamento e até mesmo a nossa própria existência é registro concreto de milhares de pessoas que viveram antes de nós.

Dessa forma as narrativas, sobretudo os contos de primeira infância, que

vão cercar o processo de inserção social e de alicerce para o desenvolvimento da criança em seu meio, serão determinantes no adulto do futuro. Aprendemos quem somos ao longo da vida, pelo que os outros nos dizem e, aos poucos, vamos criando novas fontes e constituindo a singularidade de cada ser. Não é interessante? Ao mesmo tempo em que somos constituídos por nossa comunidade, somos únicos - ao nascer e ao longo da vida. Essa parece ser a grande dinâmica que vai nortear todo processo de crescimento em sociedade.

O ser humano morre por falta de afeto e amor. Muitas vezes, a fragilidade

física gerada pela miséria, pela falta de condições minimamente dignas de vida também se tornam agravantes. Mas também encontramos pessoas bem nascidas e com boas condições financeiras que adoecem por falta de amor. O que é a baixa auto-estima se não a dificuldade de se sentir querido, amado e desejado pelo outro e por si mesmo do jeito que somos? O sucesso pessoal, profissional, adaptativo e criativo muitas vezes é determinado pela qualidade de afeto, acolhimento e troca propiciados nas diferentes fases da vida.

Um meio estimulante portanto, não está necessariamente ligado a recursos financeiros ou classe social mas aos cuidados que uma criança recebe e que será alicerce na sua trajetória de vida.

Contar histórias é um ato de troca. Quem conta está sempre num momento de

comunicação. Está sempre em interação com o outro. O contador precisa do ouvinte, pois sem ele essa troca não acontece. Isso se difere da leitura pois ela, muitas vezes, acaba sendo um ato individual. Além disso, é uma atividade acalmadora que exercita a concentração e o ato de ouvir. Ajuda no vocabulário e atiça a curiosidade pela busca de novas histórias. Não é uma narração feita de qualquer maneira, mas uma narração que precisa necessariamente provocar o imaginário e a fantasia. É também um potente instrumento de incentivo à leitura pois, ao ampliar o universo imaginário através da palavra oral, cria-se uma base para a leitura futura. Aprender a ler significa nesse contexto, aprender que um livro registra uma história que está além de suas linhas e que se inicia muito antes do processo de alfabetização. Só assim, o livro passa a ser vivo e passa efetivamente a dar prazer ou provocar sensações. Se não conseguirmos provocar sensações através das palavras não conseguiremos gostar de ler.

Hoje no mundo globalizado, adoecido e massacrado em que vivemos é de novo o universo das histórias que pode nos ajudar a dar voz àqueles que precisam falar. Todo mundo, mesmo antes de nascer, já faz parte de uma história: contando, sendo personagem ou ouvinte. E assim será até o fim dos nossos dias.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal, Final de Ano e Depressão

Final de ano é uma época simbólica de reflexão sobre um período especifico de sua vida e ao mesmo tempo de sentimentos importantes e contraditórios.... Se celebramos aos 4 ventos sentimentos de solidariedade, amor e homenagens..por outro lado tem pessoas que ficam muito melancólicas...deprimidas por perdas de pessoas queridas e por projeto e sonhos que não se concretizaram.

Por mais que o tempo não pare e não para mesmo, fazemos psicologicamente uma parada necessária culturalmente a reavaliar rumos. Nosso calendário de trabalho e estudo se baseia nisso bem como o ritmo cíclico da vida de início, meio e fim está presente nesta sensação de momento.

Primeira coisa... procure não ficar triste por quem se foi..pois a morte é apenas física e na lembrança tente pensar na felicidade dessa pessoa tão querida ter existido em sua vida por um tempo tão importante. É preciso deixar morrer aquilo que precisa morrer para que a vida se renove sempre. Mas isso não significa ficar lamentando e sofrendo.

O Bem atrai o Bem, a tristeza e a depressão atraem mais tristeza e depressão... e infelizmente...sem uma decisão sua de mudar ninguém pode fazer isso por você.

Acredite... por mais difícil que tenha sido esse período sempre podemos recomeçar novos bons momentos mesmo depois de momentos tão doloridos.

A depressão muitas vezes é fruto de uma visão da vida como algo preso ao passado ou pela saudade que se sente de não poder mais abraçar, sentir e olhar uma pessoa que lhe foi tão querida. Mas acredite..o amor é imortal, a saudade deve servir para trazer felicidade e não tristeza.
A vida é feita de momentos....presentes... agora....
O passado é uma referência e o futuro para ser maravilhoso precisa do caminho certeiro e otimista do presente...

"Tudo vale a pena se a alma não é pequena" Fernando Pessoa...

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO